Quais são os avanços no desempenho do etanol

Quais são os avanços no desempenho do etanol

Pesquisa do Instituto Mauá de Tecnologia revela avanços no desempenho do etanol

O rendimento dos carros abastecidos com etanol pode ser melhor do que se imaginava. Isso é o que revela o estudo Análise Estatística de Desempenho e Performance de Combustíveis. Desenvolvido pelo Instituto Mauá de Tecnologia, com apoio da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Durante os meses de janeiro a julho deste ano, o Instituto acompanhou a relação média de performance entre o etanol e a gasolina em veículos de diferentes categorias.

O professor Renato Romio, Chefe da Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia, declarou qual é o objetivo do estudo. O objetivo é mostrar a autonomia apresentada pelos veículos no trânsito apresenta diferença no valor mencionado na etiquetagem veicular. Todos os experimentos realizados com base em testes de laboratório. Professor Romio esclarece que este fato também acontece em outros países. Essas verificações realizadas em laboratórios, não reproduzem as condições fidedignamente de operação cotidiana.

Os modelos de veículos utilizados na pesquisa foram definidos de acordo com sua popularidade nos segmentos. São eles: Popular 1.0, Sedan Médio, SUV e Popular 1.6. Os carros circularam repetidamente em percursos urbano de 27 km e rodoviário de 30 km. Cada um desses circuitos foi repetido 15 vezes. Os trajetos foram definidos seguindo padrão de testes e análises do Instituto Mauá de Tecnologia em vias públicas.

Realizado a análise estatística, o desempenho médio do etanol em relação à gasolina comum, variou entre 70,7% e 75,4%. Como referência, os valores encontrados para os mesmos modelos de veículos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) foram, respectivamente, 66,7% e 72,1%.

“Vale lembrar que o PBEV utiliza como padrão, a gasolina com 22% de etanol anidro. Este é um ponto que reforça a diferença que influencia na autonomia dos veículos em vias públicas”, destaca Romio.

A relação que se conhece hoje, de 70%, leva em conta o poder calorífico do etanol em relação à gasolina. Mas, segundo o Instituto Mauá de Tecnologia, outras características do funcionamento dos motores devem ser levadas em conta. Uma é o fato do motor ser mais exigido em alguns percursos, que no circuito utilizado nos testes de laboratório.

“A maioria dos motoristas faz a conta considerando o preço somente na hora do abastecimento, quando na verdade, também deveria avaliar a autonomia do veículo com os dois tipos de combustíveis. Esta relação pode ser diferente de 70%; em nosso estudo, por exemplo, tivemos casos em que a relação de paridade entre etanol e gasolina comercial chegou a 75,4%; uma diferença considerável”. Este valor tende a variar de acordo com a evolução técnica dos motores flex, percurso do veículo, a forma de dirigir e também, em função do teor de etanol na gasolina, que é pré-estabelecido pelo governo. É importante que o motorista conheça a conta do seu carro, no seu caminho diário. Queremos provocar o consumidor a considerar esses aspectos e fazer sua conta para poder tirar o maior benefício econômico possível”, destaca Romio.

Para controlar as diferenças entre os perfis de condução de cada motorista, foram adotados alguns procedimentos para permitir que os veículos fossem testados em condições similares. Antes do início do ensaio de cada modelo, foram realizadas verificações e substituições, como, recirculação e descarga de combustível (flushing), instalação do medidor do consumo de combustível, balanceamento das rodas e calibração dos pneus, substituições de filtro de combustível, óleo lubrificante e troca de filtro de ar do motor, entre outras. Os veículos também rodaram preliminarmente com o mesmo combustível para verificar, desta forma, as condições de igualdade do teste.

Fonte: www.segs.com.br acessado em 11/10/2017. Publicado em 11/10/2017 ” Pesquisa do Instituto Mauá de Tecnologia revela avanços no desempenho do etanol “

O que fazer quando acontece perda total no carro que tem Air-Bag?

O que fazer quando acontece perda total no carro que tem Air-Bag?

Os carros novos vendidos no Brasil a partir de 2014, tem a obrigatoriedade de vir equipado com air-bags frontais, e freios ABS, mas, nos últimos anos a perda total nos veículos populares com air-bag tiveram um aumento expressivo.

É interessante ressaltar sobre a importância em usar a tecnologia a favor da segurança para todos os motoristas e passageiros do veículo, e não somente para aqueles que tem veículos de valores elevados, ou seja, os veículos populares também precisam ser igualmente seguros e equipados com air-bags.

Entenda como funciona o air-bag

Air-bag é um dos componentes de segurança no veículo de maior importância que já salvou milhares de vidas, e funciona como uma almofada de ar inflável a qual é acionada, assim, que o veículo sofre um impacto muito forte, como uma colisão.

O air-bag funciona através de sensores que ficam em partes estratégicas nos veículos como na parte frontal, traseiro, lateral direito, lateral esquerdo, atrás dos bancos do passageiro e motorista, e no forro interno da cabina, e com o impacto, um sinal é disparado para verificar qual sensor foi atingido, dessa forma aciona o air-bag no local exato do impacto.

O dispositivo é feito de pastilhas que contém azida de sódio com outros aditivos, e são acionados pelo computador de bordo através de uma corrente elétrica, dentro de um balão de ar muito resistente, conhecido como air-bag. Sua principal função é encher o air-bag de ar para amortecer o impacto do motorista ou dos passageiros no interior do veículo, evitando ou minimizando lesões e traumas na face, cabeça, pescoço e coluna.

A primeira impressão é que o air-bag embora impeça que motoristas, ou passageiros, se machuquem, pode provocar asfixia, visto que geralmente numa colisão forte, algum dos ocupantes pode desmaiar sob o balão inflado do air-bag, e é por isso, que o acionamento para inflar é tão rápido (~30 milésimos de segundo – um piscar de olhos) quanto também para esvaziar.

Como funciona o air-bag

Todos os veículos com air-bag funcionam a partir de uma mistura química a base de azida de sódio a qual se decompõe rapidamente sempre que aquecida a uma temperatura de 300° graus, produzindo nitrogênio gasoso e sódio metálico, por isso, é adicionado nitrato de potássio e sílica para produzir um silicato alcalino vítreo, inerte, mas, é o nitrogênio o responsável em inflar o balão.

Com toda a tecnologia encontrada cada vez mais nos novos veículos, alguns modelos têm a capacidade de determinar de maneira rápida, qual a provável intensidade do impacto, por isso, conseguem regular quanto o air-bag deve inflar.

Vale esclarecer que embora muitos modelos de veículos populares ou não, tenham air-bag, mesmo assim, não excluem a necessidade e obrigatoriedade de usar o cinto de segurança em cada um dos ocupantes do veículo, já que o air-bag impede apenas o impacto do rosto no painel, no vidro, nos bancos traseiros, ou, nas laterais reduzindo risco de lesões mais graves.

A história do air-bag teve início nos anos 70 nos Estados Unidos, mas, há informações que devido a um grave acidente, a ideia foi deixada de lado, por isso, a marca inicial ficou para a Mercedes que em 1980 lançou o Classe S com o 1º air-bag, cintos de segurança e ABS.

Seja como for, é curioso saber que uma seguradora fez um acompanhamento durante algum tempo sobre a perda total nos veículos populares com air-bag, e percebeu que a maioria dos acidentes envolvendo esses carros mais baratos estão sendo considerados PT, perda total. O problema é que depois do air-bag acionado, não existe mais reparo, assim, todo o kit precisa ser trocado, e dependendo do modelo do carro pode custar algo em torno de R$ 4 mil.

Considerando que a média de indenização paga pelas seguradoras em carros populares como Fiat Palio, VW UP!, Chevrolet Onix e Ford Ka, é na faixa de 30 mil reais, somente o kit de air-bag pode passar dos 10% do valor, embora um carro para dar PT, precisa sofrer um dano no mínimo de 75% do seu valor de tabela.

Existem certas vantagens em ter veículos populares com air-bag, como o preço do seguro mais baixo, pois, quanto mais itens de segurança o carro tem, menos se paga, sem falar que em caso de sofrer um acidente, como o valor de um air-bag novo é inviável, junto a outros danos do carro é claro, pode dar PT, mesmo assim, fique atento porque há exceções.

Sem dúvidas, os airbags são itens de segurança para o motorista e passageiros. No entanto, este deve ser utilizado como o último recurso para prevenção de lesões e traumas. Além da manutenção preventiva do veículo, do bom estado físico e psicológico do motorista – responsável pelos ocupantes do veículo – na hora de dirigir, seguindo sempre as leis de trânsito, deve-se utilizar sempre das técnicas de direção defensiva. Todos estes itens citados a cima são para prevenir, antecipar possíveis colisões no trânsito, caso eles não sejam suficientes, o cinto de segurança como o airbags são acionados, involuntário a ação do motorista e ocupantes, para a proteção dos mesmos.

Sendo assim, faça sempre a manutenção do seu veículo regularmente, siga sempre as leis de trânsito e antecipe possíveis colisões utilizando as técnicas de direção defensiva.